Derby’s há muitos! 1-3 é que não…

30 01 2006

Eu sou Sportinguista. Sou rapaz envaidecido por aquela camisola; pelo seu emblema de leão enraivecido! Bolas, vencemos o derby! E eu bem sei que essa vitória é momento passageiro. Que acontece e passa ao passado, que nada se decide em clássicos e jogos grandes. Como costumo dizer, o campeonato é decidido nos jogos menores. Afinal, e tendo em conta os bons momentos de forma, apenas 4 ou 5 equipas costumam ficar “por cima” de início ao fim. As menores, essas são 13/14…
Mas no sábado saltei de alegria! Nada contra os benfiquistas, note-se. Afinal, eu jogo no campo do fair-play… Mas a verdade é que depois de tantos jogos sem pontuar devidamente eu estava convencido que não venceríamos esse jogo. Mais: Eu apenas ouvi o relato. Já passavam cerca de 25 minutos do jogo ter começado que me lembrei de sintonizar o rádio. E o que é que eu oiço? Golo do Benfica. Pensei: “Bem, mais uma na ripa…” E desliguei o rádio, desiludido que estava. Liguei a tv na RTP, que passava uma série de reportagens sobre a vaga de frio e a bela da neve em Lisboa - que vou ser sincero, ainda que pouca e fraquita, é sempre um espectáculo lindo… - e por aí fui passando o meu tempo. Às tantas recordo-me que o jogo estava a acabar. E o que é que eu oiço, mal volto a sintonizar o rádio?! Golo. Liedson. E eu tudo bem. Estão para aí uns 2-1 para o Benfica, pensei. Qual quê! 1-3… e o 3 era do SPORTING!!!!!! Nem sabem a figura parva que fiz…
Para a semana podemos voltar a perder. Podemo-nos até distanciar, para melhores ou piores lugares. E será natural que a coisa me volte a custar. Mas o que me importa é que gozei o momento! Quero lá saber que hoje os meus colegas me tenham dito: “Pois, quando vocês marcaram beijaram o leão, mas o Simão beijou as quinas”; que o meu grande amigo BP me venha com teorias sobre a batata - ou cebola, por causa das lágrimas! lol - que fez os jogadores do Benfica perder o jogo; eu sei lá! A verdade é que jogámos bem, vencemos e tivémos mérito nisso! E eu, amigos, GOSTO DO SPORTING!!!!!
Ps. Isto pode até ser falar de campos em que não devia. Mas sempre fui contra a substituição do Quim, que até lesionado jogou para defender a camisola encarnada, pelo Moretto. Acho que desde sábado, e não tirando de forma alguma o nosso mérito - que foi notório -, ficou provado o que eu queria dizer. Obrigado!!




Dia de bola.

28 01 2006

Hoje é dia de bola. Uns vivendo-o mais do que outros, dando-lhe mais ou menos importância. A verdade é que, queiramos ou não, o dia de hoje via ter um impacto danado amanhã. Ou porque o Sporting esgota ou não, na opinião jornalística, as hipóteses de ser campeão nacional, ou porque o Benfica vai - ou não - balançado cada vez mais na frente do campeonato, ou porque, então, o Porto ganha avanço sobre os outros dois. A verdade é que dependendo do jogo de hoje muita tinta irá aparecer estampada nos jornais de amanhã.
Naquele estádio, as emoções serão mais do que muitas. Para os da casa, que o olham como a sua “catedral”, ou mesmo para os “forasteiros”, o jogo será sentido por cada coração que naquele recinto se encontrar. Cada falta, cada bola ao poste, cada falhanço à boca da baliza, cada golo… E o tempo passará correndo, sem que ninguém dê por isso.
Hoje é dia de bola. Queiramos ou não, algo vamos sentir, pois que os nossos clubes jogam naquele enorme rectângulo de relva… Eu, espero vêr um Benfica-Sporting como o da Taça no ano passado. Um jogo daqueles… Que ganhe o que melhor jogar. Mas se der, que ganhe o Sporting…




Jornalistas & Informação

25 01 2006

Ele há dias assim. Em que chegamos a casa cansados e a única coisa que nos apetece fazer é sentarmo-nos à mesa e de lá só levantar o belo do traseiro quando o jantar já estiver no seu fim. Mesmo que saibamos à partida que isso não vai acontecer. Porque falta um copo, um garfo, o pão… E lá temos nós de levantar o nosso rabo da cadeira!
Depois, quando finalmente já nada falta, começam todos a comer. E o que acontece? Cada um a seu tempo vai virando a cabeça aí uns 20, talvez 30º, conforme o lugar onde esteja a televisão. E assim se passa uma refeição inteira. A família reúne-se, o jantar começa, e as únicas vezes em que se abre a boca não é para dizer o habitual “então amori, que tal correu o teu dia”, mas sim para enfiar as dentuças na asa do frango!
E eu tudo bem. Agora o que deixa um pouco acabrunhado é a ideia de que, “ok, já não se utiliza o tempo em que jantamos para falar uns com os outros, mas em contrapartida vamos vêr má televisão!” Não, a sério. Que coisa é aquela do telejornal da noite? Ora vamos lá reflectir um pouco sobre isto. O jornal começa. E sempre, mas SEMPRE, aparece um tipo a dizer: “Boa noite! Eu sou o Zé das Chouriças, e este é o… Jornal da Noite!” Meus amigos, porquê? Antes do homem começar a falar já toda a gente sabe que ele é o Zé das Chouriças. Ele talvez não saiba, mas há umas letritas em rodapé por baixo do homem que nos indicam o seu nome e agora até o e-mail! Alguém o avisa?! E depois, qual é a razão de se fazer sempre suspense depois de se dizer que “e este é o Jornal da Noite“? Alguém está à espera que ele vá dizer que é o PREÇO CERTO EM EUROS?!?
A seguir vem aquela minha teoria de que quando um telejornal apresentar mais de 5% de notícias BOAS, a coisa em Portugal começa a andar para a frente! Epa, custa-me, devo dizer. É que é só notícias más! Ele é a varicela das lesmas altamente contagiosa; ele é a crise da queda de cabelo precoce que está a levar os barbeiros à… crise; a guerra civil numa terra perdida no meio de Trás-os-Montes provocada pelo choque em cadeia de trinta cabras com uma vaca desnorteada; ou então - aqui vêm a pièce-de-resistance de hoje - o Benfica é campeão! Como disse, só notícias más…
Mas pior que isso é o flagelo da lingua portuguesa! Ele ou há-de ser “É trágico! Está a arder uma vasta área de pinhal de eucaliptos!”, tratando-se portanto de uma nova variedade de árvores; ou então “Quatro hectares de trigo foram queimadas… Em princípio trata-se de um incêndio”, mas isto só em princípio, pois até se pode tratar duma inundação. E temos também “Os aquaparques têm feito, durante este ano, muitas vítimas. Que o digam os dois mortos registados este mês…” - em directo, do além! Mas antes de Domingo, ainda enquanto havia campanha eleitoral, em directo de um qualquer jantar de Manuel Alegre, dizia a repórter da TVI que “o candidato está neste preciso momento a receber um forte aplauso de palmas!”.
E eu, com esta, esgotei…




Estou vivo!!

24 01 2006

Só para dizer ao pessoal que pensar que me deu um “treco” qualquer que eu estou vivo!! Não tarda voltarei a postar; por enquanto, fiquem bem!




Justiça. E ponto final!

13 01 2006

Há uns dias fui passear. Pronto, foi um passeio diferente. Dei uma volta pela net, portanto, estive com o rabo sentado na cadeira. Fui lá ver as vistas, para saber o que se passa à minha volta. E encontrei um blog (visitem, muito bom!) com umas coisas engraçadas… Ora vejam:

E eu, tal como o autor do blog acima referido, devo fazer as seguintes observações:

1ª - 3254€ para manter a porra de um site?!

2ª - O ministro chama-se Alberto Bernardes Costa. A nomeada, Susana Isabel Costa Doutra. Para quem ainda não entendeu, faço um esquema:

PAI FILHA

E eu tudo bem. Paguemos nós os tais 3254€ acrescidos do seu valor duplicado em Junho e Novembro, que a nomeada merece! Hã?!.. Tachos? Quais TACHOS?! Não, nada disso…

3ª - Esta tem piada: O tal Alberto Costa é… ministro da JUSTIÇA!

4ª - Aquilo que vocês estão a pensar neste momento, e que, ao meu sinal de três, podem repetir comigo. Vamos lá rapazida! Um… Dois… Três… DAAAASSSSSSEE!!!!!!…

(Neste momento tenho três tipos a dar-me violentamente chicotadas nas costas, de modo a que me lembre apenas da dor e não na m**da da justiça praticada neste País. Peço desculpa pelo incómodo causado.)

Para relaxarmos todos um pouco depois disto, retirei também uma imagem do dito blog. É favor afastar a petizada do ecrã, pois o que se segue merece bolinha vermelha no canto. Os mais sensíveis devem também retirar-se. Sensíveis, claro está, aos ataques de riso…

Ele aí está! Não é o Mário Jardel… Não é o Super Mário… É… Mário… Soares!!!

promenor da bolinha–> O

Foi o The Place de hoje, tenham um bom dia!





César Valentim.

13 01 2006

Meus amigos, hoje, a loucura. Como neste País tudo nesta semana não passou do mesmo - exepto aquela coisa do “Ah e tal… e coiso.. os tremores sentidos em Lisboa…”, decidi, meus caros, trazer-vos um vídeo sobre: A demência do futebol. Mas podemos também aplica-lo a vários pontos da sociedade… É vêr!

video de: “A revolta dos Pastéis de Nata

    (já agora, e se parares o som ambiente para ouvires o vídeo, hein?!)





O táxiiiiiiii.

10 01 2006

Os táxis são aqueles transportes que mais interesse têm nestas nossas cidades. Isto é sério! Já pensaram na coisa? Ora reparem:

Um tipo está em Lisboa. No Aeroporto. Levanta a mão, e chama o belo do táxi - que para ser bem feito, deve-se levantar bem a mão e abaná-la, esticar o pescoço, e com a boca bem escancarada gitar: TÁÁXXXIIIIIIIIIIIIIII!!! E isto é capaz de ser um complot qualquer das associações de táxis. Qualquer dia vêem a público e dizem: “Amigos, temos pena, mas a partir de agora para além de levantarem a mão e gritarem que nem tolinhos terão de dançar a lambada e pôr um chapéu verde-escarreta na cabeça para apanhar um táxi.” E acreditem que o Zé Povinho fazia!…
Mas, como dia, apanha-se o taxi lá para os lados do Aeroporto. Aqui há duas versões:
1ª - O tipo é estrangeiro: “Please, quanto tiempo o cab… perdão… o táqsí demórá a chegar ao Áriéru? (tradução: Chefe, como é, leva-me ao Arieiro num saltinho não né?) Resposta do condutor: “Opa, isso agora é um trabalhão… Mas eu levo-o, esteja descansado! Não se preocupe que aqui o Zé dos Cambuzinos leva-o a qualquer lado está a entender? Não… não está a entender… Ok. EU LEVÁ-LO A ARIEIRO MAS TER DE PASSAR POR BELÉM PRIMEIRO, DEPOIS POR BENFICA, DEPOIS VOLTAR E IR A CARCAVELOS, AINDA TENHO DE DAR UM SALTITO AO ALGARVE, E…”
2ª - O tipo é um tuga: “Bom dia! É ali até ao Rossio, ó faz favor.” Neste caso, o que é que o condutor faz? “Ora bem, até ao Rossio não é? Tudo bem. É só guardar o jornal aqui… Ora já está. Então e o Benfica, viu aquele jogo? Epa aquilo é que…”
No caso de ser uma senhora a apanhar o táxi, a resposta do condutor será: “Claro minha senhora. Sabe, estas ruas estão um perigo. Ainda ontem ia a passar ali na zona de Belém e vi dois tipos, veja só, dois tipos a roubar a carteira a uma idosa. A culpa disto é do governo!”
O que mais me intriga nisto tudo é o seguinte: E se aparece um tipo como eu que não têm muita vontade para falar dentro de um táxi? O que é que o taxista faz? “Meu amigo, ou você responde às minhas teorias sobre futebol, ou então vai a pé ouviu?!

E eu tudo bem. Sempre tenho sola nos sapatos….

Ei… e depois? Eu também não faço a mínima do que eles estão para ali a dizer!!!





Gira a bola!

6 01 2006

O futebol está de volta. As contratações já se fazem ouvir, os jogadores já regressaram aos clubes - finalmente! - e de novo as emoções própias de quem vive este desporto.

Eu, devo confessá-lo, não sou o adepto-ferrenho. Gosto de futebol. Sim, vibro com as vitórias do Sporting e de Portugal, mas não desanimo apenas porque se perdeu o jogo A ou B. Mas hoje faço aqui as previsões para a segunda metade do campeonato português.

O Sporting começa a dar sinais de extrema cautela com a situação financeira vivida. Relembro que apenas Rogério e Rochemback - se não estou em erro, foram apenas eles - a serrem transferido para um outro clube. E como parte do seu passe - Rochemback - era do Barcelona, o encaixe não foi dos maiores. Com todos os outros jogadores cedidos por empréstimo, o Sporting apresenta caras novas, mas não a título definitivo. No entanto, convém referir que não são maus os jogadores que entraram:

Abel, que todos conhecem pelo seu empenho no Braga, tentará substituir o para mim insubstituível Rogério;

Caneira, que irá certamente apoiar a defesa leonina, que há muito - direi várias épocas - demonstra uma fraqueza enorme;

Romagnoli, médio ofensivo, que para ser sincero não faço a mínima do que ele consiga fazer dentro do campo;

Fala-se ainda em Derlei. Se vier - coisa que dúvido - não será o PESO MAIOR que alguns dizem, uma vez que como atacante, ele joga mais para os companheiros do que muitas vezes para si mesmo.

No entanto, há que referi-lo, o clube fica mais forte.

O Benfica renovou a frota. Zé Fonte, Marco Ferreira, Moretto e Laurent Robert. O primeiro é uma aposta no futuro, e devo dizer, uma grande aposta. Marco Ferreira é um jogador de qualidade que sempre admirei, e que se “perdeu” no Porto por lhe cortarem as pernas. Acredito que no Benfica se irá revelar novamente. Laurent Robert é bom. Muito bom. Veremos se o seu temperamento não o “estraga”. Já Moretto, duvido que se venha a impôr no Benfica. Terá a sua oportunidade agora, mas quando Moreira recuperar e o Yannick voltar do Marselha, com Quim à mistura, parece-me que a baliza terá apenas dois donos: Quim - pela experiência e qualidade - e Moreira - pelo futuro que lhe aguarda.

Já o Porto não fez contratação alguma, mas, sejamos sinceros, eles têm uma equipa do CARAÇAS. E só não vão ganhar o campeonato porque os responsáveis técnicos não sabem pôr os jogadores a jogar. Só Anderson chegou, mas nem por um lado a Europa sabe quem ele é, nem por outro se irá afirmar para já no plantel.

Parece-me que no fim das contas serão o Sporting e o Benfica a lutar pelo título, apesar do distanciamento actual da liderança. O Porto seguirá no terceiro posto, e o Braga bem como o Nacional estarão na UEFA. O Vitória, apesar de muito dele gostar, deve permanecer na 1ª liga mas não acredito que fique sequer nos 10 primeiros classificados, no final da época…





Para vocês.

5 01 2006

Confesso que não sei bem lidar com estes momentos. Que me custa saber-vos sofrer de um mal sem retorno, dessa ida que aos nossos olhos não tem volta. Não sei que vos dizer. Utilizo as palavras de outra pessoa, cujos poemas me tocam bastante. Utilizo este, que deve espelhar as vossas almas. Eu estarei aqui. Grande beijo, Cátia e Marta…


Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida…

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago…

Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca





A festa do futebol - ao contrário.

4 01 2006

É uma alegria! O que se passa no futebol português é de uma indecência profunda! Aquilo que deveria ser o espectáculo maior da nossa praça é, sem misericórdia, a mais triste comédia que tem passado nos últimos tempos nos nossos ecrãs.

É triste, é impensável! Quando se espera vêr onze de cada lado a lutar pela vitória, aparecem meia dúzia de “eleitos” para meter algum ao bolso à custa do Zé Povinho. Zé Povinho, esse, que há falta de melhor, tem de comer esses espectáculos para se manter actualizado.

Dirigentes armados em velhas corujas, pondo a nu toda a sua má formação, acusando, ameaçando, classificando outros homens de “coisas”. Com ou sem guarda-costas, já nem se pensa nas câmaras televisivas que possam estar atrás de si e parte-se logo à violência.

Mulheres de dirigentes sentadas em bancos de claques, rebaixando e fazendo gestos obscenos a colegas de profissão dos seus maridos, apenas porque defendem cores opostas.

Empresários à espera da transferência de A ou B para clube X ou Y, apenas para eles mesmos LUCRAREM com isso.

Jogadores a dizer “jamais rumarei a esse clube” ou “não quero ficar aqui”, sem saber o que o futuro lhes espera.

Futebolistas de férias nos seus países mais uma, duas ou três semanas do que o previsto sem prestar contas a quem lhes paga e sem honrarem os emblemas que defendem.

Algum desses homens ainda se lembra de imagens como esta que se segue?

É disto que tenho saudades. Todos estavam unidos: Portugueses, Brasileiros, Franceses… Dirigentes, árbritos, o Zé Povinho…

E o País cresceu nessa altura. A mentalidade abriu-se! E deixou-se de ter os preconceitos, as bocas foleiras que voltámos a utilizar! Os esquemas e os teatros.

Parece que hoje já todos se esqueceram disso. O futebol só é bonito nos 90 minutos de jogo, e nada mais. E mesmo assim…

E eu pergunto: É isso que queremos para o nosso futebol? Sem amor à camisola, sem prazer em jogar? Com o dinheiro à frente da bola?!

Onde está a dignidade das pessoas, alguém sabe onde a esconderam?!