re-tratamento
27 06 2006Lembro-me do nome de um cd bem conhecido dos Da Weasel. E lembro-me sem muito pensar, como se de um flash de uma trovoada se tratasse; aquele que vêmos rasgar o céu, nas noites frias de tempestade. Assim, de repente. Momentaniamente. E com a mesma clareza.
Lembro-me e penso no seu sentido. O porquê de um retratamento que se separa na mesma palavra mas que, no fim de contas, nos dá o mesmo significado.
É como quando conduzes a vida não sabes bem por onde. Segues o caminho que esperas ser o certo, e passo a passo, caminhas. Mesmo que nem te apercebas muito bem do que fazes. Que te iludas; ou então que a tua mente se engrace de uma clareza fantástica, e saibas descirnir o caminho da passagem. E conduzes…
É como o re-tratamento, que sem saber, sem querer, fez de um insignificado escrito um sentido simples de definir, quando ouvido. Porque o sabor do som das palavras nos sabe sempre bem melhor.
Pergunto-me se não devias então re-tratar-te. Se nessa pele que vejo não se sugou um ser bem melhor. E talvez nem precises de muito. Apenas de pôr um traço entre o faz de conta e o ser que me toca e que te toca.
E fazeres de ti um re-tratamento. Palavra que desconhecia um sentido concreto. E que letra a letra, lá arranjou uma definição. E do nada que significava, se tornou num tanto de imensidão…
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