Hoje deu-me para o desvario! Afinal de contas, também tenho esse direito!
É que hoje descobri ser contra os tipos que nos fornecem as loiças para as nossas casas de banho. Sim, as loiças…
É que das duas, uma. Ou aquela malta é toda contra os homens que utilizam as casas de banho, ou então estamos todos a ser violentamente discriminados! E isto porquê? Passo a explicar…
O meu sonho era ter uma casa de banho tipo estação de serviço. Daquelas que existem nas auto-estradas, mesmo. Com azulejos catitas e urinóis cheios de estilo e design. Pronto, talvez sem as mensagem do tipo “liga-me, 969696969″ atrás da porta. Ou isso, ou então sem a mistura de cheiros a desinfectante de eucalipto fresco e necessidades fisiológicas várias…
E devem perguntar vocês, e com o seu quê de razão, algo do tipo: “Mas este tipo está parvo??” A resposta, malta, é: não! Ora pensem lá comigo: Quem não gostaria de ter em sua casa, no belo recanto de descontração matinal, um bonito e elegante urinól?! Daqueles em que não é preciso ter cuidados especiais com a pontaria! E que, percebam agora a parte catita da coisa, descarrega sozinho mal acabamos o serviço e nos desviamos da sua frente! Bonito, hein? Não há que ouvir a mulher com o “vê lá para onde apontas”, não há que estender o bracito para fazer a descarga. A coisa é automática. Além de que nas estações de serviço de vez em quando lá sai, não sabemos muito bem de onde, uma rapariga que até é jeitosa e que nos limpa a casa de banho! Só vantagens!
Mas não, insiste-se em praticar preços altos e depois dá nisto: discriminação! Ora o que é que as nossas casas de banho são a menos que essas das estações de serviço?! Onde está o espírito matinal de uma casa de banho, onde qualquer homem que se preze, ao olhar para o espelho lhe diz: “Bom dia!”. Ou então lhe diz apenas, “Catano, tenho de fazer a barba…”. Mas que diz-lhe sempre alguma coisa! Ou então, que no fim de um dia de trabalho, é capaz de se sentar na sanita e lêr o belo do jornal do dia, começando nas páginas desportivas e acabando nos classificados… Mas não, tudo isso é trocado pelo simples e vulgar uso de uma sanita pública que nada nos devolve! (e ainda bem, chiça…)
Ah, minha bela casa de banho!…
Ps. É de notar que depois de escrever este texto exorcisei, finalmente, o almoço de ontem que realmente já me prendia um nada. Não sei se foi de pensar muito nestes assuntos, ou se foi da chouriça que comi faz agora dez minutos, e que estava, oh, daqui!
Pps. Se algum médico lêr isto, não se preocupe com a minha sanidade mental. Não é necessário enviar junto a mim uma equipa do Júlio de Matos…