Cultivar.
31 10 2006Aborto. A palavra provém do latim ab-ortus, ou seja, privação do nascimento. A privação, tal como a negação, é algo que não é. Todavia, diferentemente da negação, a privação é aquilo que não é mas deveria ter sido.
Deveria, do verbo dever, proveniente do latim debere. Significa um conjunto de leis e direitos, o qual compoem a cidadania, que devem ser seguidos pelos cidadãos. Um deles, é respeitar os direitos sociais de outras pessoas.
Pessoa é sinónimo de ser humano que é, por sua vez, um ser vivo. Este, tem constituição celular, cresce, desenvolve-se, e responde a estímulos. Estas características fazem também parte do feto, que passa por um processo chamado parto.
O parto (nascimento) é a saída do feto do útero materno. Pode ser visto como o oposto da morte.
Morte ou óbito são termos que podem referir-se tanto ao término da vida de um organismo como ao estado desse organismo depois do evento.
Ora, o feto é um organismo. E abortar é interromper uma gravidez antes do final do seu desenvolvimento normal, logo, a morte do embrião/feto/organismo. Chamem-lhe o que quiserem… E eu não costumo ver um tipo matar outro e ir à sua vida sem ser punido. É estupido!
Sabem, eu sou contra o aborto. Apenas por duas razões. O feto é um ser vivo. E não é por estar dentro de uma mulher que o deixa de ser, ou que passa a ser mais um “osso” ou mais um “pulmão” que se pode retirar porque está ali a mais. Mais. Dizer que um feto com menos de dez semanas não tem direito à vida mas que um outro com onze já o têm, é para parvo. A não ser que me queiram passar por tal…
Ps. As palavras iniciais retirei-as de um dicionário. É que um dia destes chamaram-me inculto por ser contra o aborto. E eu tudo bem, fui-me “cultivar”…
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