Sorrio.

29 11 2006
Sorrio. Apenas isso…
É fantástico o que um simples texto desencadeia. Que sentimentos fechados no coração de tantos “explodam” e “colidam” num simples blog! Que, de armas e bagagens, escrevamos as revoltas que habitam no nosso coração, as que imperam na nossa inteligência… E que todos concluamos que é preciso andar para a frente, que é preciso agarrar este Ideal maior, perseguir esta Luz que nos torna mais fortes quando parece que tudo nos derruba!
E sorrio. Porque hoje falei e partilhei. Partilhei esta minha vontade de O alcançar. Partilhei esta força que cresce cá dentro e que, dia-a-dia, me faz avançar! Que me faz caminhar, “em passos largos e decididos ou, às vezes, bem devagar… mas sempre a caminhar!”
Sabem quando têm alguma coisa para fazer mas que nos custa, ou quando o queremos fazer, e algo nos impede? Não sei se já sentiram como é que ficamos quando acabamos de fazer essa mesma “coisa” que nos custou tanto… Nem sei sequer explicar como é! Mas é assim que me sinto. Com o coração a ferver. Com uma vontade enorme de “pegar fogo ao mundo inteiro”!
É fantástico o que o um texto faz… E sabem que mais? Eu sorrio…
Ps. Aos meus amigos, aqueles que realmente o são, dizer algo tão badalado, mas tão real:
Se formos o que haveremos de ser…




Caderno de poesias.

25 11 2006
Ele há dias que nos dá para recordar. Hoje peguei no meu velhinho, e curto, caderno de “poesias”, onde escrevia os meus textos quando nada havia para fazer. Talvez tivesse na ideia um dia vir a ser escritor, e seria sempre bom ter ali uns quantos textos à mão para adiantar trabalho… Enfim. Hoje partilho aqui um dos que mais prazer me dá a lêr. Simplesmente porque me saíu bem! Lol… Já o tinha escrito num antigo blog que tive. Mas hoje é um dia para recordar…
Um dia tentei ser poeta.
Escrevi linhas e linhas de palavras cruzadas,
mas bastava uma frase incompleta
para tornar tantas ideias imaginadas,
num vulgar texto sem rumo.
Mas pego na caneta e assumo
a condição de um poeta.
Desenhei sentimentos com um simples traço.
Cravei letras desorganizadas numa folha branca,
tal como uma porta que se tranca,
e deixando-as ali tão unidas como um abraço,
abandonei-as, naquele curto espaço.
E uma ideia sem sorte
bastava para deixar o poema sem norte.
Mas um dia, tentei ser poeta.
Escrever ao menos a letra de uma música
para depois - era a minha meta! -
pegar na guitarra e calado cantá-la.
E no silêncio escutá-la.
Ouvi-la num suave momento, como se fosse assim
o tempo que se acende uma vela
e onde tudo se transforma, em ti e em mim…
Mas uma palavra bastou,
onde o sentido, perdido, não se ligou,
e o poema acabou.

É que um dia, tentei ser poeta. Mas os versos calaram o meu poema e ninguém mais soube dele. Então comecei a escrever prosa. Só que à prosa ninguém dá valor! Só às palavras cruzadas de um poeta… Mas talvez um dia, o teu olhar atento encontre por fim esse meu poema perdido no tempo.

…e acabe por fim esta dor,
de um poema onde falta a última palavra:
o teu amor.




Ser feliz onde estivermos.

23 11 2006
Molto benne. O prometido é devido. Podia escrever amanhã, mas este não é um post de homenagem ou parabéns, mas sim a demonstração que aí, ou aqui, há gente a lutar pelo mesmo ideal.
Há um certo senhor, um tal de JC, que um dia resolveu abrir os olhos a uma palete de rapazes e raparigas daqui da minha terrinha - catita, parece que vivo numa aldeia! - para aquilo que é realmente a vida. Que vale a pena juntar a nossa vida com a Vida. Que ficar parado não é mais que não fazer nada… E nós tudo bem. Saímos com um sorriso na cara, encarámos a vida com alegria, e ao virar da esquina deparámo-nos com as frustações e indecisões. Afastámo-nos e reencontrámo-nos. Caímos, mas erguemo-nos… E assim encarámos o nosso dia-a-dia. Por vezes vacilando, mas entregando tudo Àquele que mais importa.
Dizer que é fácil ser feliz, é mentira. Por muito estúpido que pareça, e roubando as palavras a um outro grande senhor - ;P - é porque custa, precisamente porque custa, que vale a pena ser feliz. Que vale a pena lutar pelos nossos objectivos, por mais que tenhamos de trabalhar, por muitas noitadas que ainda teremos para estudar. E mesmo que “forçados” a emigrar para conquistar o nosso futuro, saber que vale a pena ser feliz.
É que há um tal de JC que não tem geografias. Que vive aí e aqui. E também ali… Que mora no coração de cada um, e apenas se prende ao nosso sorriso sincero. E sinceramente, acredito que Ele se prende com o sorriso de uma certa Belga (obrigado Didi, a alcunha pegou!) que longe da nossa terrinha luta por ser feliz.
É como disse. Prometido é devido, e o post está feito! :)
E como assina um amigo meu, “beijinhos e abraços, para ti Cibernauta, e para ti, ó Belga!”




Lápis azul, II

20 11 2006

Não é mais um spot publicitário. É “o” spot publicitário, que não vai para o ar sabe-se lá porquê. E sim, admito que não é tão bom como o primeiro. Mas é bem melhor que os do “Clube Jamba”…





Llovizna.

17 11 2006

“…Yo quisiera arrasar todas estas murallas. Las que callan mi voz en un hueco de sombra y de piedra mortal. Y decodificar el sentir de la gente que no sabe o no puede aprender que vivir es mejor que soñar. Es igual que la suave llovizna. Que cae despertando la tierra con el fresco, la claridad del alba. Yo quisiera morir en un dia de invierno para sentir la lluvia mojarme la cara una última vez. Como sentir tu boca tocándo la mía Y aunque solo un instante pensar que no es ese mi último adiós. Que morir es como esa llovizna que cae despertando la tierra con el frescor, la claridad del alba.”

É grande…





O meu amor é veeeerde!

12 11 2006
Hoje, partilha. Encontrei na net uma daquelas pérolas da música Portuguesa que já foi ouvida, vá lá, por duas ou três pessoas. Pronto, mais. Talvez aí uns trinta. E não, não me chamem exagerado! É que foi com esta pérola das pérolas que num dos dias do acampamento que fiz com os escuteiros, durante o verão, se fez a alvorada. O que vale, é que eu já estava bem acordado nessa altura… Para verem que afinal o “ah e tal, ainda se se metesse na droga. Agora, escuteiro?!” já não pega. É que é preciso mesmo uma dose cavalar para aguentar com um despertar destes… :)


ps. desliguem a rádio ao lado!





Lápiz azul, I

10 11 2006

Este não é um spot publicitário proveniente da minha parte, à cadeia de hipermercados referida. Este é, isso sim, a amostra de que sabemos fazer do bom e do melhor. No entanto, e ao que parece, depois de ir à “censura” o spot não passou. E eu tudo bem… Espero que ao menos o mesmo lápiz azul acabe com os anúnicos do tipo: “Queres ter toques novos no telemóvel? Então liga: 3456!” É que se este tipo de anúncios não pode ir para o ar, então o que poderá?…





Não é normal!

8 11 2006
Diz que sou um rapaz normal. Daqueles com amigos de todas as raças e religiões, que gosta do que é bom na vida e que desvia o olhar durante uma conversa quando uma rapariga, daquelas que todos queriam ter em casa, passa por mim. Diz que sou normal.
Ora acontece que num destes dias lá estava eu a sair de casa e a percorrer essas ruas de Lisboa. Pé ante pé, e ao dobrar a esquina, bingo!, encontro uma cara familiar. Cumprimentei a senhora, dei-lhe os bons dias e até a ajudei a pegar no saco das compras, que aguardava no chão pelo fim da confirmação do troco da padaria. Coisa simples, nada díficil de fazer. Despedi-me e fui à minha vida.
Mas eis que me chega uma senhora, vinda da mesma padaria. E “mete-se” comigo, assim do nada. “Ah, que gesto tão amável… nem parece dos jovens de hoje!”, disse ela. E eu ri-me. “Ai, ai… esta juventude, estas correrias! Ao menos haja um que ajude uma velha como nós.” Uma velha como nós, disse a dita. E eu tudo bem. Mas a verdade é que tinha onde estar dali a dez minutos, e aquela conversa não me estava a ajudar com a pontualidade. Então lá disse à senhora que me tinha de ir. Que fui eu fazer!
“Ah, já se vai embora. Vá, vá! Mas sabe menino - gosto desta parte de me chamarem menino. É catita! - o que falta a esta gente nova é fé. Devia ter fé, sabe? Assim era capaz de não andar com essas calças largas e esse cabelo no ar. Era capaz de se tornar num jovem mais normal. Tome lá, leve esta revista… “
Ora, que me intriga aqui não é a opinião desta senhora, precisamente porque é uma opinião. O que me intriga é a ideia de que para ter fé eu tinha de levar uma revista. A verdade é que eu preciso de dinheiro neste momento. Não haverá aí revistas para isso?! Mas ok, cada um com a sua fé. Meio apressado respondo-lhe com um não, obrigada. E oiço um “logo vi. Deve estar com medo! Estes jovens, sem alegria, sem fé… não são normais!”
Eu tenho amigos, os melhores dos quais da minha Paróquia. Tenho o cabelo no ar, e gosto de diversão. Tenho até a tendência para desviar o olhar quando passa por mim uma rapariga assim pó jeitosa. E tenho até encontros destes! Não tenho é uma revista…
Ps. Um beijo especial para Gent, agora que descobri que lês o meu blog… :)




Dias…

3 11 2006
O céu enublado. As janelas húmidas. As poças de água no chão da rua, lá fora.
O quentinho do meu quarto. As sebentas. A música calma. O estudo…