Tudo ou nada? Mas qual tudo, se já me levas-te o meu nada?
Quiseste escrever em folhas brancas, mas elas estão cheias de pó… Quises-te por preto no branco a cor dos teus pensamentos, mas apagas-te com corrector as frases que escreves-te. Tudo ou nada? Qual tudo, se já nada pussuo?
Ele tudo. Nós nada… É tão simples entender. Porquê ficar a perder? Porquê deixar-nos amolecer, e nada fazer? Nada. És este o nada que queres? Ou o tudo que proferes, é uma mão cheia de futilidades? De sonhos que têm tanto de bonitos, como de incoenrentes?
Tudo se parece querer fazer. Voltamos a viver neste ritmo acelerado, sem tempo nem gosto. Sem nada… Nada. E tu, que tens um tudo que é nada. Que podes fazer tudo com esse tudo! Que podes crescer, que podes ouvir, que podes amar… Não vou ser eu a te explicar, como se faz para gostar. Não vou ser eu a dizer-te o que é viver a vida a arriscar, a pisar o risco, mas a amar. Não vou. Tu já tens tudo. Se não percebes, é porque o teu tudo, é mais pequeno que o nada…
Eu, que apenas busco por um nada que é tudo…
Não. Não escrevo para ti que me lês diariamente. É para ti, que tens a teu cargo tanta gente que se desgasta porque ama, e precisamente porque ama, não baixa os braços. Sim, é mesmo para ti. Porque posso tremer que nem uma cana verde. Mas nunca irei deixar de sorrir só porque o mundo ao meu redor me deita ao chão, mesmo que esse mundo não se dê conta disso. Mas se um dia começares a vêr menos corações a ferver, menos sorrisos nas caras por quem passas, menos gente à tua frente, não te admires. É que se eu não amasse o meu Ideal, se não gostasse mesmo à séria de me dar por amor… estaria frio. E quereria lá saber se as coisas correm mal… E se, por algum motivo, me vieres perguntar porque não te disse isto cara-a-cara, eu respondo: Porque não tenho vontade. Não tenho vontade…