P’ra quebrar a rotina…

24 05 2007

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Paciência.

15 05 2007
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
A vida não pára…

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa…
A vida é tão rara!

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal…
Eu finjo ter paciência!

O mundo vai girando cada vez mais veloz!
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é o tempo que lhe falta p’ra perceber?
Será que temos esse tempo p’ra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara! Tão rara…

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma!
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma…
Eu sei, a vida não pára! A vida não pára não…

Lenine





E então…

7 05 2007
…e assim um ponto nos separa. Um ponto em frente ao horizonte onde em tempos nos encontrámos, nesta encruzilhada louca da vida, neste jogo sem regras, apenas as que nos impõem. E então fomos contra essas mesmas regras e então fomos aquilo a que têm a mania de chamar “felizes”. Por instantes encontrámos aquilo que tão incessantemente procuram: a chamada e tão aclamada “felicidade”, que de ser tão esperada cansou-se e foi ao encontro deles, mas eles não deram por nada.

E então começou, e então acabou. Mas então recomeçou e voltou a acabar. Porque então éramos crianças e não tínhamos medo de arriscar, de mergulhar – porquê, então? Ainda não teríamos sofrido aquelas mazelas, ainda não teríamos o que temer. Porque então não deixámos que o Horizonte fosse o nosso limite, fomos até ele e mais além. E percorremos os horizontes de todos os mundos, o que existe e os que dizem existir. E ainda aqueles que não existem.

E então, que restou? Meras pegadas na areia.

Mas então o Horizonte continuou lá… apenas deixaste que ele se tornasse no nosso limite. Então aquele mar mansamente bravo continuou a beijar a areia, sem cessar, e essa, também ela, continuou a receber os beijos do mar. Esses sim, serão dois eternos amantes. Aquele fim de tarde parou no tempo.

E então?…

Porque há muito que mereces um texto teu no meu estaminé; porque das tuas mãos saem destas raridades… L.C.