E deu-me para escrever.
Talvez seja da noite mal dormida, acompanhada pelos bons e velhos insectos da noite e da luz que brota de dentro das nossas varandas. Ou quem sabe porque quando a inspiração nos toca a alma, não nos deixe quietos mas sim numa elevada carga de adrenalina profunda…
Hoje não dormi bem. Coisas da vida, acontece. Mas agora que já o novo dia passa de criança para jovem, penso no que farão aqueles que como eu não dormiram de noite. E nos que dormiram, ao relento, quer por desgraça, quer por opção. E custa-me entender a sociedade hipócrita, na qual me incluo e participo, que vira as costas à simples palavra de boa noite a essa gente. Gente, que como nós, também gosta de um “dorme bem”, ainda que com prática mentirosa, pois que o cartão no chão é a cama de quem não pode mais.
Acordei meio atormentado, naturalmente. O relógio biológico não se contenta com cinco horas de sono, e pede ao corpo o mais que a mente não proporciona. E penso. Nesses cuja mente está adormecida e o corpo vivo. Nesses que dormem para aí, porque não dá, porque é melhor, porque é um estilo e forma de vida, porque não se vive em casas alugadas se ao fim do mês o capital não entrar na conta do senhorio. Saber que vou sair à rua, e encontrar-me esquina com esquina entre prédios devolutos, camarários e vazios, espaços negros de negra luz, e que ao invés do amor ao próximo, nos deixam seduzir pelo interesse capital. Sempre o capital, na capital…
Talvez no futuro haja algum homem que ao conduzir uma cidade, deite abaixo esses lixos urbanos, esses aterros cujos “PDM’s” (Plano Director Municipal) alcançam quando “novas oportunidades” surgem, e construa ou reforce neles segurança e privicidade também aos «desprovidos da sorte». Um plano que seja capaz de dizer “boa noite” a esta gente.
Afinal de contas, até mesmo os insectos que me acompanharam durante esta noite, preferiram a luz do meu quarto que o vazio da noite escura…
nota. E quebrando o escrito, dar-vos uma nova! Não é que estou muito bem no meu mail, e recebo um mail de resposta (que já tinha esquecido que enviara!) da Exame Informática a dizer que “será publicada uma breve crítica/apreciação ao blogue na próxima edição da revista, edição nº 147, Setembro de 2007, Caderno Soluções”?! Ah pois! Agora resta-me esperar que aquela malta não me bata muito, que me partam apenas uma perninha ou um bracito na aprecicação aqui ao estaminé!
Entretanto, um pouquito de publicidade que também faz bem. Comprem a revista. Principalmente a edição de Setembro! Assim às carradas delas, para aquela malta pensar que “heina, isto de fazer publicidade aquele tal de nMAC rendeu-nos bem. Vamos lá publicar mais coisas sobre ele…” Sou um génio não sou? Não?! Ok, tudo bem! Lolada!