À labuta!
21 08 2007Comentários : 4 Comentários »
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Era uma janela aberta… para o Mar. Sempre soube, ao olhar para a sua imensidão, naqueles instantes, que quanto menos pessoas que se identificassem comigo eu conhecesse… mais única Eu era. Mais especial e tão menos importante.
Depois apenas me restava a recordação. Uma memória. Um suspiro e uma inspiração. Ou a ausência de tudo isso,que se fazia sentir como o arranhar da chuva na pele, num dia de temporal.
Sempre achei que o Mar não podia ser azul. Nem nunca caí na história de ser um reflexo do céu. Tantas vezes ele estava cinzento,branco,incolor… e a maré continuava a ir e vir, alta e baixa, mas sempre naquele tom azul esverdeado, como que mágico. Era de facto uma magia que o coloria. O céu, será que existe sequer?

Meros pegadas na areia.
Mas então o Horizonte continuou lá… apenas deixaste que ele se tornasse no nosso limite.
E então?…