“Quarenta dias…”
9 02 2008É um Tempo de Graça. É um Tempo onde se procura centrar o coração. Um Tempo de opção pelo essencial e pelo mais profundo. Tempo de purificação e de verdade, nas vidas obscurecidas por devaneios existenciais e escolhas alienantes…
Uma longa estrada se abre diante de nós; um caminho interior que urge percorrer sem nos determos nos «arranjos florais» com que tantas vezes nos deleitamos e convencemos serem de Deus…
Quarenta dias de dom, de graça, de vida, de Palavra, de Encontro, a fim de nos encontrarmos connosco próprios, com os outros e com o próprio Senhor; quarenta dias onde perdemos medos e inércias de procurar o «deserto» para que Deus tenha «espaço», tenha «tempo» e «oportunidade» de nos relembrar o essencial e o fecundo da nossa vida; quarenta dias para ganhar esta consciência de que somos discípulos, de que somos Igreja, somos Povo a caminho de uma terra prometida que não está aqui nem ali mas se encontra e experimenta na medida de uma fidelidade e de uma comunhão com o Evangelho que dizemos ser de salvação…
Tentados, somo-lo todos os dias! Chamados à superficialidade e à rotina da fé, também! A questão coloca-se na nossa resposta! A verdade encontra-se na nossa comunhão com Deus que nos ensina a capacidade de uma resposta fiel e definitiva à Sua Graça, sem subterfúgios, sem adiamentos nem atenuantes!
Jejum, abstinência, penitência, esmola, oração, conversão, são palavras que correm o risco de não passarem disso mesmo se não nos atrevermos a ser «grandes», «fortes», «ousados» e «firmes»!
A santidade, a perfeição, a que somos desafiados é de «agora», no «já» das nossas opções e das nossas escolhas, do nosso agir e do nosso pensar… Os quarenta dias são tesouro precioso que não podemos deixar por «mãos alheias» pois que essas poderão moldar-nos à nossa própria imagem e semelhança, de acordo com os nossos gostos e vontades pessoais; importa que seja o Mestre a moldar o «barro» tantas vezes duro de que não queremos prescindir… Quarenta dias para aprendermos a ser de Deus, a amá-l’O sobre todas as coisas…
de Pe. António
Nota: Recebi este texto por um bom amigo, no início de conversa no msn. E é engraçado que até na net encontramos por vezes um “ponto de partida” para o início de uma caminhada…
o mais interessante é que já encontraste esse ponto de partida milhentas vezes. lol