Archive for Agosto, 2008
Classificados.
Andei à procura de um sentido maior para os tempos que vivemos. Farto estou das correrias, mas também do conformismo banal do tem de ser assim porque “sempre” o foi.
Abri as páginas do jornal. Procurei algo que de melhor me rompesse a rotina do habitual. Nada. Sempre lá se encontra o mesmo. O vazio daquilo que buscamos.
Tentei nos livros, mas as histórias a amor condensado são o “nespresso” que nos invade: telenovelesco, rápido, indolor.
Até que ouvi… e ouvi.
3 comments Agosto 16, 2008
Não é urgente.
[...]
O que penso que perdi.
Lembra tudo aquilo que ganhei.
O que julguei que sofri.
É apenas o rumo que tracei.
A raiva que sentia.
Deu lugar à serenidade.
Que deve colorir todo o dia.
De qualquer alguém da minha idade.
D’Aquela! que por sinal escreve muito bem. Gostei!
1 comment Agosto 9, 2008
Sem sombras.
O Sol entra pelo quarto, como se dentro do coração se abrisse uma janela aos pequenos raios de luz que nos fazem ver, arejando o escuro e o que era empoeirado. Como se a capa de um livro antigo, rasgada e dobrada pelo uso dos anos, se desprendesse do resto das folhas, descobrindo tristes letras encobertas de quem vê. Assim é a vida. Arejada, sem pó ou capas bonitas mas inúteis. Dessa forma, a beleza torna-se a simplicidade do tudo. E o tudo, o meu todo.
2 comments Agosto 5, 2008
