Archive for Outubro, 2006

Cultivar.

Aborto. A palavra provém do latim ab-ortus, ou seja, privação do nascimento. A privação, tal como a negação, é algo que não é. Todavia, diferentemente da negação, a privação é aquilo que não é mas deveria ter sido.

Deveria, do verbo dever, proveniente do latim debere. Significa um conjunto de leis e direitos, o qual compoem a cidadania, que devem ser seguidos pelos cidadãos. Um deles, é respeitar os direitos sociais de outras pessoas.

Pessoa é sinónimo de ser humano que é, por sua vez, um ser vivo. Este, tem constituição celular, cresce, desenvolve-se, e responde a estímulos. Estas características fazem também parte do feto, que passa por um processo chamado parto.

O parto (nascimento) é a saída do feto do útero materno. Pode ser visto como o oposto da morte.

Morte ou óbito são termos que podem referir-se tanto ao término da vida de um organismo como ao estado desse organismo depois do evento.

Ora, o feto é um organismo. E abortar é interromper uma gravidez antes do final do seu desenvolvimento normal, logo, a morte do embrião/feto/organismo. Chamem-lhe o que quiserem… E eu não costumo ver um tipo matar outro e ir à sua vida sem ser punido. É estupido!

Sabem, eu sou contra o aborto. Apenas por duas razões. O feto é um ser vivo. E não é por estar dentro de uma mulher que o deixa de ser, ou que passa a ser mais um “osso” ou mais um “pulmão” que se pode retirar porque está ali a mais. Mais. Dizer que um feto com menos de dez semanas não tem direito à vida mas que um outro com onze já o têm, é para parvo. A não ser que me queiram passar por tal…

Ps. As palavras iniciais retirei-as de um dicionário. É que um dia destes chamaram-me inculto por ser contra o aborto. E eu tudo bem, fui-me “cultivar”…

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Outubro 31, 2006 at 9:38 am 2 comentários

Caos de escolhas.

Há momentos que nos devemos revêr. Há uma semana comprei um pequeno jornal, o “Raizes…”, feito um pouco por cada um dos jovens da minha Paróquia. Ora, quando o comprei, passei-lhe os olhos, li duas ou três matérias que mais me chamaram à atenção, e arrumei-o no canto. Deixei-o ali uma semana a marinar…
Ontem peguei nele. Arranjei um tempito para o lêr, porque o resto do meu tempo (e talvez do teu) é gasto no estudo e no não fazer nenhum… Li-o ponta a ponta. E o texto que uma amiga minha escreveu deu-me cabo da cabeça. A minha amiga? Maria Ana. O texto? O raio das indecisões depois de ter entrado na faculdade.
Verdade. Como a ela lhe fez confusão a diferença entre o secundário e o universitário, também eu fiquei baralhado. Mais. Como ela, que questionou se o curso que tinha escolhido tinha sido a melhor opção, eu também me questionei… Faz-me confusão que no meu caso, que sou meio maluco por computadores (sem ser um nerd, refira-se!), tenha escolhido, e entrado, num curso que além de computadores “mexe” com telecomunicações e electrónica. Mais confusão me faz, quando não percebo ponta de electrónica. Quer dizer, esforço-me para lhe dar uns toques, mas custa…
É confuso. E baralha-me o facto de não ter entrado, embora ficasse colocado, por exemplo em informática e computadores, que me seria tão mais fácil… Faz-me espécie! Mas é assim. As voltas que Deus nos dá à vida…
Como a Maria, “acredito que algures no meio do caos de escolhas em que tem andado a minha vida, há uma luzinha a orientar-me e uma mão que pega na minha quando o traço não é tão firme.” Ainda que ainda não veja bem porque estou aqui. Ainda que me esteja meio a afogar nas dúvidas que rodeiam a minha vida. Mas acreditando que daqui a uns anitos vou sair mais rico, com a minha vida a se cruzar “com a vida de tantos outros que vou conhecendo, e que, à sua maneira, vão deixando pegadas no meu caminho”

Outubro 29, 2006 at 11:52 am 2 comentários

Ess’agora!

Pois é… Como sabem, desde Setembro que o aqui escreves tem-me dado trabalho. Não que eu tenha escrito muito, mas porque os vários templates me têm criado vários problemas. Quando, no inicio do ano lectivo, mudei o template original – e para quem não sabe, o template é a “parte de trás”, ou seja, a estrutura do blog – tive em consideração a dificuldade na leitura do que escrevia. O raio da mistura de cores!…
Enfim. Da lá para cá tem sido um corropio de mudanças. Coisa que não fica bem para quem quer alcançar um tipo chamado Sobrinho no score de leitores! (Alguém agarra o rapaz?!?) Por isso este post serve apenas para isto: explicar a mudança. Como tive, e ainda estou, com problemas no blog, a partir de amanha, 29 de Outubro, vai haver aqui uma revolução. Coisa simples. Mas ao estilo de revolução.
Maior mudança: o título. Utilizo o blog para, muitas vezes, criticar. Bem ou mal. Ora, a ideia original era fazer uma coisa catita, com textos criados pelo je, ali todos xpto. Ora, se eu não escrevo textos catitas… aqui escreves deixa de fazer sentido, até pela forma como conduzi o blog. Chamar-se-á Ess’agora!. Mais apelativo. Mais de acordo com o que realmente faço por aqui. E fica também explicado o raio do blog que criei sem nada de jeito!
Só de realçar que o link continuará a ser o mesmo. Ou seja, http://www.aquiescreves.blogspot.com. Lá porque dá na carola do autor mudar o título do blog, não vamos agora mudar os links do pessoal amigo que me adicionou, né?! Ta benne… Esperem para vêr.
Abraços, beijnhos e muitos palhaços, super, hiper, mega, ri-fixes! (Mas tu queres vêr que escrever sobre a Foribella me fez mal à cabeça???)

Outubro 28, 2006 at 12:01 pm 1 comentário

A televisão: parte II.

Ultimamente tem-se dito que os portugueses sabem criar. É verdade. Mas há aqui qualquer coisa de muito estranho… porque motivo, se sabemos criar, havemos nós de copiar o que é dos outros?! Mais, porque criamos nós quando a coisa aperta?! Eu passo a explicar…
“Floribella” foi lançada no inicio do Verão para combater “Morangos Com Açucar”. Está certo é é justo que se defenda o património de cada um. Agora, porque uns têm morangos, temos de levar com flores?! Se bem que a dita flor seja bem gira…! Mas adiante, não há por aí programas que nos façam crescer um pouco mais? Aos adultos?! Enfim, já fizemos perceber aos miúdos que não existem na vida real Songoku’s que lutam o mal pelo bem… Mas afinal onde quero eu chegar? Aqui:

Alguém me entende?!

Outubro 27, 2006 at 2:29 pm 1 comentário

A televisão: parte I.

Está-me cá a parecer que chegámos ao top da futilidade a nível de programação televisiva pública… Eu não acho, não acredito, que depois de começar a caminhar no sentido correcto, a opção dos directores dos privados e do canal de todos nós seja investir no pior que podemos fazer. E porquê?
A RTP começou agora um programa que pretende descobrir qual foi o melhor português de todos os tempos. Que tem isto de especial? “Ah… foi o Marcelo o grande português…. Mas não, afinal foi o Álvaro de Cabral…. Ok, pronto, é bem capaz de ter sido a Linda Reis!” Por amor de Deus… Faz-se bem melhor por cá! Para mim, por exemplo, não há um grande português. Existem meia dúzia deles! E nem sequer são figuras públicas…
E depois do (in)sucesso da “Canção da minha vida”, a TVI lembra-se de fazer… “Canta por mim”. Eu reformaria o conceito do programa. Sério. Ganhava quem se mantivesse calado ao longo do programa. É que, sinceramente, eu já não sei se os familiares das pessoas que são ajudadas choram por vêr que lhes estão a ajudar, ou se por causa da voz dos conhecidos! Ele há com cada um… Até porque a ideia de por os “famosos” a cantar, dançar, participar em reality shows… já está mais que ultrapassada! Talvez se aproveite o “Dança comigo”. Porque aí eles suam à séria…
Já para não falar na m&*d@ de um programa chamado “Pedro, o milionário”. Que é aquilo? Doze miúdas desesperadas por arranjar casório? E arranjar casório com um tipo que afinal é um teso? Mas está tudo doido?!
Mais bitoques:
* Para quê continuar programas como “Fiel ou Infiel”? Já todos percebemos que aquilo não passa de teatros baratos!
* Para quê mostrar novelas como “Floribela” depois do telejornal? Se é uma novela de fadinhas, passem-na apenas antes do jornal. Para que os pais possam no fim do jantar dizer aos putos “Vá: chichi, cama!”
* “Floribela” é um caso de sucesso. A TVI não tem que se aprontar e fazer uma “Estrelinha”… Pensem!

Enfim… hoje deu-me para despejar! Se calhar é porque não gosto da forma como se faz televisão em Portugal. Mas pode bem ter sido capaz por ter dormido mal. Tou cá com uma dor nas cruzes…

Outubro 26, 2006 at 8:54 am 4 comentários

Estes dias…

Tem custado a passar estes últimos dias. Depois de uma constipação quase de dias úteis, passei sexta e hojea fazer um trabalho – ainda não acabado! – e mais importante, estudar – ou tentar… – a carrada de matéria para a bela da faculdade. E, claro, as horas vagas passadas a reconstruir o blog, pois que lhe deu a mania…
Acho que agora começo a ter tempo. Agora que a constipação me passou, que praticamente tenho o trabalho feito, e que acabei, por fim, as malditas obras no blog! Tenho, portanto, tempo para estudar, e para estudar. O que é bom, visto que sempre tenho alguma coisa para fazer….
Convém também explicar que cá o je não tem tido tempo para se coçar, logo, às inúmeras personas que me queriam ter perto delas nos últimos dias o meu pedido de desculpas! Yaph, eu sei que há telemóvel para dizer que afinal já não podemos aparecer. O que não há é pilim…
Ps. Criei finalmente o blog para os meus muidos da catequese. Visitem!
Pps. Há quem lhe chame plágio. Há quem diga que o template é um misto de vários que já existem. Eu chamo-lhe “falta-de-paciência-para-criar-um-template-da-minha-autoria”. Mai nada!

Outubro 21, 2006 at 6:33 pm 1 comentário

Coisa bela!

O belo do template. É sempre uma coisa gira. Principalmente quando lhe dá para marar e todo o trabalho que tive foi ao ar. Positivo. Extremamente positivo…

Outubro 18, 2006 at 6:06 pm 4 comentários

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