Archive for Outubro, 2007

Sete de Copas.

Chega a uma altura e tudo vira. Há cartas soltas na mesa que são transpostas por joker’s, e o que era uma jogada segura estremece. E recomeçamos uma nova táctica p’ra vencer neste jogo de palavras e acções, onde o naipe mais forte é o que tem menos trunfos.
Difícil de entender? Enigmático? Talvez. Mas mais simples do que possamos pensar. É que para mudar basta apenas um gesto. E o que fora passado torna-se presente; e o que era presente, é agora um espaço temporal que não sabemos identificar. E assim, confundindo quem me rodeia, vou fintando as cartas altas que esperam na mesa e ganhando pontos que ninguém sabe existirem…

Outubro 27, 2007 at 10:52 pm 5 comentários

Faz-te forte.

‘Oiço chorar por ti. É de alguém que esteve perto.
Sinto que te perdi naquele dia em que eras certo…

Aí eu enfrentei o chão que piso, que é como um tecto.

Faz-te forte p’ra mim. Amanhã já me venceste.
Faz-te forte p’ra mim, que amanhã já me venceste…

Para ti, aí…’

Outubro 18, 2007 at 4:49 pm 3 comentários

Diz-me tu.

Em que devo eu escrever?
Na confusão que vai lá fora na cidade, ou das ruas que invadem o meu ser?
Em cada esquina que cruzo encontro as caras novas que vi no passado.
A cada porta que passo, vejo o reflexo do que foi quando elas se abrem.

Em que devo escrever?
Da verdade que não conheço, ou das mentiras que nos impõem?
A cada quiosque que encontro, uma primeira página a contradizer a capa de ontem.
A cada rosto que dislumbro, uma expressão diferente da que vira ontem.

Em que devo escrever?
Se a cada segundo que passa, nos preocupamos com a hora que voa.
Se a cada local que encontro, falta o que ontem esteve e fica bem o que amanhã estará.
Se hoje me sinto nu, e amanhã de novo nu estarei, perante a cidade que habita dentro de mim.

Em que devo escrever? Diz-me tu vida, que eu não entendo.

Outubro 13, 2007 at 9:42 pm 5 comentários

O piaçaba.

Está na hora de deitar abaixo todos esses apaixonados do português incorrecto. Portanto, e como estou a excluir toda essa malta que dá pontapés no português, vou só ali à tasca do Zé Maricas beber um Porto e já cá volto quando a coisa estiver acabada. Pronto, ok. Não vou. Mas é só porque na verdade me tem andado a fazer confusão uma coisinha.

No outro dia fui a uma das WC’s do Vasco da Gama. E não falo do navegador. É mesmo o centro comercial. Esse mesmo. Ora, estou eu muito bem na minha vidinha, a arejar as partes baixas enquanto fazia pontaria à bolinha de naftalina que se encontrava a uns bons 35cm das ditas, quando oiço alguém num dos cubículos. Cubículos. Palavra catita para retratarmos a casa de banho individual, com a sanita e tudo, de um WC público. Cu – vindo do dito; Bí – porque dá para os dois serviços; Culos – porque numa casa de banho masculina, é o mais certo que um gajo utilize esta parte do corpo naquela parte da instalação sanitária. Bem, saindo da divagação… eis que oiço um homem lá dentro a dizer ‘Olha, não há piaçá!’

Piaçá… É catita ouvir esta palavra. Mas eis que me pergunto, tal como Ricardo Araújo Pereira: Devemos nós dizer piaçá? ‘Ah, vou só ali à cozinha cozinhá!’, ou ‘Eina, fui à faculdade e vi muitas salas de estú’, ou mesmo ‘Pá, fui à ordem dos Engenheiros e vi lá o Sócrates!’. Percebem? Falta ali qualquer coisa. Há algo que se devia complementar! Fui à cozinha cozinhar. Vi muitas salas de estudo. O que raio faz o Sócrates na ordem dos Engenheiros. Piaçá… ou piaçaba?

Por isso lanço aqui um filme que me fez reflectir. Foi coisa de 5 minutos. Fez-me reflectir sobre o facto que devia fazer um post no estaminé. Mas reflecti! Por isso vá gente bonita, vamos lá a reflectir também um pouco. E não, não vamos fazê-lo sobre o piaçaba. Vamos pensar na novela da TVI ‘Deixa-me Amar’. Claro. Sobre o piçaba já nós reflectimos… Ora bem. Vamos lá a isso.

Outubro 5, 2007 at 11:03 am 4 comentários


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