Archive for Novembro, 2007

Sempre em Pé, série 2.

P’ra actualizar isto… decidi pôr um programa que sigo a par e passo. Recomeçou esta semana, na RTP2. É uma hora e pico de humor. Sirvam-se!

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Novembro 30, 2007 at 2:46 pm 2 comentários

Errar no tempo.

Devagar, no meio de tanta incerteza, continuo à procura de me fortalecer nalgo que me prenda. Mas que me prenda de verdade, com sisal mágico que não me aperta mas deixa solto, concedendo-me a graça de alcançar o que sou sem nunca me perder num buraco vazio do nada que existe p’ra mim.

À medida que o tempo passa, esgotam-se segundos menos bem vividos. E ainda assim, somos capazes de vêr o bom que fizémos no tempo que foi perdido. Se assim é, pergunto-me como nos sentiremos quando começarmos a gastarmo-nos nesses preciosos segundos que o tempo retira à nossa vida. Quando começarmos a deixar a nossa marca no que fazemos diariamente, seja a beber café com uma amiga ou a correr apressadamente pelos corredores da faculdade. No entanto, até lá, muitas mais unidades de tempo ter-se-ão de esgotar. E difícilmente saberemos, talvez a nanosegundos finais de um sketch envolvente, se estamos ou não gastando esse tempo, ou simplesmente passando por ele.

Devagar, procuro prescrever o passado que serviu apenas para permanecer agora como arquivo de uma história; louca, de gente louca, e loucamente interpretada por alguém que possuí todas as qualidades mentais. Sou assim eu, e assim és tu que desse lado te interrogas sobre o que me motivou a escrever este texto sem sentido. Erradamente, chegarás a uma conclusão. Mas terás gasto segundos que por ti passaram sem te aperceberes, e “visto coisas outrora adormecidas. Porque é muitas vezes no erro, que coisas mágicas acontecem…”

Novembro 22, 2007 at 4:40 pm 2 comentários

"Grita!"

Saí de casa sem rumo, espelho da confusão que era agora a minha vida. Tinha mil pensamentos na cabeça, sendo o simples esforço de tentar ordená-los demasiado penoso.

Como tinha deixado as coisas chegarem àquele ponto? Em que altura da vida tinha perdido a convicção que sempre me caracterizara? Logo eu, que sempre desprezei quem desaproveitava o dom da vida e fugia da forma mais cobarde aos problemas, estava agora a questionar-me se valeria a pena continuar.

Quase sem dar por isso estava estacionado junto ao Cabo Espichel, lugar onde desde sempre costumava ir para meditar. Estava sozinho, a tempestade que se começava a manifestar não convidava a passeios. Quem me tinha conduzido ali? A minha consciência ou algo superior, que me queria obrigar a tomar uma decisão?

O vento soprava agora com violência e começava a chover abundantemente. Mas não me sentia desconfortável, antes pelo contrário. A visão daquele mar poderoso, violento, incansável tinha-me aclarado a mente. Aproximei-me da beira, para melhor contemplar aquele espectáculo proporcionado pela natureza. Lentamente abri os braços, sentindo o vento a envolver-me. Olhei para cima, enfrentando a chuva que me fustigava a cara, cada gota sentida mais intensamente que a anterior.

Quem era eu para ter o direito de desistir, perante aquela manifestação de força? Consegues sentir o mar? O vento? A chuva? Eles nunca desistirão, eles são a natureza! Grita-lhes! Sente! Tu és a natureza! Vive-a!

O vento projectou-me para trás, fazendo-me cair de costas. Não sei quanto tempo fiquei ali no chão, imóvel, mas a sentir-me mais vivo do que nunca. Quando a tempestade começou a acalmar, levantei-me. A quem quer que me tenha levado ali, obrigado. Nunca esquecerei esta lição.

in Pensamentos

Novembro 20, 2007 at 9:50 pm 4 comentários

Roubado de alguém que roubou também!

‘Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chao dói.
Torcer o tornozelo dói.
Uma chapada, um murro, um pontapé, dói.
Bater com a cabeça contra uma mesa, dói.
Morder a lingua, dói.
Ter cólicas, caries e pedras no rim também dói.
Mas o que dói mais é a saudade.
Saudade do irmão que mora longe.
Saudade de uma amiga de infância.
Saudade do sabor de uma fruta.
Saudade do pai que já morreu.
Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Dói isto tudo.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presenca, e até da ausência consentida.
Podias ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Podias ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam onde é que cada um estava.
Podia ficar o dia sem vê-lo, e ele o dia sem vê-la, mas sabem que se vão ver amanhã.
Mas quando o amor de um acaba, ao outro dobra uma saudade que ninguém sabe deter. Saudade e não saber.
Não saber mais se ele se continua a constipar no Inverno, não saber se ele ainda continua a pintar o cabelo de vermelho. E não saber se ele ainda continua a usar a camisa que tu lhe deste
E não saber se ela foi à consulta de dermatologia como prometeu. E não saber se ele continua a comer frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ela aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua a fumar Carlton, se ela continua a preferir Coca-Cola, se ele continua a sorrir, se ela continua a dançar, se ele continua a surfar, se ela continua a amá-lo.
Saudade e não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como tirar as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer o silêncio que nada preenche.
Saudade e não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer.
E não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer.
E não querer saber se ela está mais magra, se ele está mais bonito.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.’
(roubado, parte dois!)
Não consegui evitar e roubar-te o texto, a ti que roubas-te o mesmo a outro alguém que já o tinha roubado… Lolada!

Novembro 15, 2007 at 7:04 pm 6 comentários

Shard At Work

Happy Tree Friends

Novembro 13, 2007 at 9:14 pm 2 comentários

Gotas salgadas.

Gostava de dizer ao mundo coisas que não sei exprimir à gente. Mas não. Chego a casa, ponho os phones nos ouvidos, e ao som da música deixo-me embalar pela melodia que esconde a tristeza de ver alguém de lágrimas nos olhos. Olho as paredes despidas de quadros, pintadas de branco. Vou até à varanda, e deixo o frio se instalar no meu ser, contemplando o vazio da resposta que tenho para dar.
Faço-me de forte e tento ser coerente para com aquele que me diz que a vida só nos traz merda quando menos esperamos ou quando de mais apoio precisamos. Tento ver e enxergar que é nestes momentos que tudo se recompõe, que os nossos fracos se tornam fortes, que viramos a carta e nela vemos impresso um nada, uma folha em branco, para sermos nós a deixar a marca na cartada que lançámos…
Não é fácil. Muito menos quando entramos em contra-ciclo. Nada fácil. Mas é assim que me espero ser. A apoiar-te, a olhar por mim e vêr o horizonte. Ainda que só possa ver mar lá ao fundo, lá no fim, sei que há uma praia, uma encosta, um lugar a salvo preparado p’ra quem lá chega, seja tarde ou cedo.
‘Porque é que o tempo não pára por um bocado? Gozar esta viagem sempre a teu lado…’ Ainda hoje o ouvi. Aquela música que deverás viver, não no pretérito mas no presente, a cada dia da tua jornada.
Sem saber, sem sentido ou ordem nas ideias, vou escrevendo. O som vêm ao meu encontro, o frio gela a cara… Mas dentro deste pedaço de vida que se diz ser alguém, há algo que importa longe do bater do coração, perto da alma que transporta o nosso corpo a cada dia. Há algo que se preocupa, ainda que nada saiba que dizer. Ainda que faça escrever num local onde sabemos que jamais procurarás respostas. Ainda assim, há um ainda que…

P’ra ti, puto.

Novembro 8, 2007 at 12:33 am 1 comentário

Ilógico.

Não tornes perfeita a tua perfeição. Não a tornes vulgar como a que queremos sempre achar, não sejas alguém que procura e não encontra. Não fiques aí, quieto, seguro de ti e do que és, meditando naquilo que jamais saberás por nunca teres apalpado o barro que é parede desse teu pensamento. Não. Não o faças desse modo, não procures o caminho mais seguro. Não queiras ficar em primeiro, mas sê-lo, deixando-te na Vida a cada suspiro que dês. Só assim, velho, gasto, desusado, serás o perfeito que ambicionas e que ninguém verá. Apenas tu, que viveste a tua vida, compreenderás. Apenas tu.

Novembro 3, 2007 at 5:22 pm 6 comentários


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