Archive for Fevereiro, 2008

Quadragésima.com

O tempo da Quaresma é um tempo de descoberta da nossa identidade como cristãos. É um tempo de encontro connosco próprios e com Deus. É um tempo especial de introspecção e reflexão. Porque não havemos de o fazer aqui, na net, e de uma forma mais comunitária, ajudando-nos uns aos outros?! Deste objectivo nasce esta proposta, a “quadragésima.com”.

Regras da “quadragésima.com”:

1- Ao receber a “quadragésima.com” o blogger deve reflectir na sua relação com Deus e descobrir uma frase, bíblica ou não, que a defina;

2- Depois de o fazer deve re-escrever num post estas regras, as frases já assinaladas pelos anteriores bloggers (com o respectivo link), e escrever a sua;

3- No post deve incluir quem deseja convidar (pode e deve manifestá-lo no blog da pessoa convidada);

4- Não é permitido fazer mais que um convite ao mesmo tempo;

5- O blogger que, recebendo a “quadragésima.com”, não estiver interessado em aceitá-la, deve indicá-lo ao seu emissário para que este lhe dê seguimento através de outro blogger;

6- Não podem aceitar mais que uma vez a “quadragésima.com”; se o convite aparecer, mesmo vindo de outra “frente”, devem igualmente informar o emissário do segundo convite;

7- A “quadragésima.com” realiza-se em 3 frentes: frente “Deus-Pai”; frente “Jesus”; frente “Espírito Santo”; estas frentes funcionarão quase como equipas, para tentar chegar ao maior número de bloggers possível (não se trata de encontrar vencedores, mas empenhados);

8- A “quadragésima.com” será encerrada na Sexta-feira Santa, dia 21 de Março, pelas 12.00 horas, hora em que o último blogger receptor deve endereçá-la, já com a sua frase, para este endereço, para publicitarmos todas as frases que definem a nossa relação com Deus nesta Quaresma de 2008.

Obrigado por aceitares a quadragésima.com.

As frases da frente «Espirito Santo»:

0 – “Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas.” Jo 10, 11 – Confessionário frente “Espírito Santo”

1- ”De maneira semelhante é que o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós com gemidos inefáveis”. Rom. 8,26 – Partilhas em Fá Menor

2- «Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse.» Jo 14,25-26 – Que é a Verdade?.

3- «E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá. Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.» – Lc.11, 9-13 – A Capela.

4- “De facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado.” – Hb. 4, 15 – A Partilha.

5- «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: ‘Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer’.» (Jo.16,12-15) – Mafaoli

6- «Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai» [Mateus 6, 6] – Pró-Catequista

7 –”Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (Jo 13, 34-35) – Deus em Tudo e Sempre

8 – A Maria João de Deus em Tudo e Sempre escolheu-me parar continuar a “quadragésima.com”. Eis a frase que eu escolhi:“Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos. Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos.”(Mc 10, 43-45)Pena as regras ser de uma só citação…porque na Bíblia, não falta escolhas. – Sede de Deus

9- Aqui fica a passagem que escolhi: “Permanecei em Mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem Mim, nada podeis fazer.” (Jo 15,4-5) – Gente Comum

10 – “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem…” (Lucas 23 , 34) Pinguim Alegre

11 – Obrigado Pinguim! 🙂 Escolho pois… “Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor.” (1ª Carta aos Coríntios 13.)
A pessoa que vou desafiar é o Sobrinho.

Fevereiro 22, 2008 at 3:14 pm 4 comentários

Carta de desamor.

Se não fosse por Ti, por quem seria?

Se me quiseres comparar o dia dos namorados com outro dia qualquer, dir-te-ei que este marca o superficial. A ideia que temos de que tudo isto é feito de bonitas frases românticas, repletas de chocolates e com pétalas de rosas cobrindo o chão, é não mais que uma mentira. Uma pequena farça em que mascaramos a nossa conquista para que todos os outros vejam; e se cumpra a tradicional “festa” do amor aos olhos dos outros…

Mas se me perguntares como me sinto, responderei prontamente que, com palavras que mais fácilmente se dirigem do pensamento do que do coração, sou feliz. Porque é mais fácil assim. Deixar o outro incompleto para nos completarmos. Para nos darmos a nós mesmos, e ao que julgamos ser nossa pertença, quando tudo o que afinal nos acompanha é nada.

Pensemos. És tu mais importante que eu? Sim. Menosprezam-me? Não. Então porque nos deixamos corromper com o vago, com o vazio, o acessório, o dispensável? Se isto é importante no amor, também o é com “a grande”! Se hoje festejo com flores a paixão que me faz ferver o coração, também me devo saber perdido nas que não existem, desnutridas de “aleluias”, e que nos acompanham nesta Quaresma.

É por ti. De “t grande”. É por Ti que escrevo esta carta de desamores. Porque sei ser possível uma Igreja viva. Composta. Replecta de gente, de garra. E que este tempo de Quaresma tem mesmo só quarenta dias, e não mais que isso. Não tem meses, não tem anos…

Sabes, parece que todos fugiram. E que com eles aquela cativação se perdeu também lá pelo meio. Depois, os bancos ficam vazios, porque há falta de querer o que Queres, de sentir o que nos Dás.

Eu até gostava de te dar uma flor, mas estamos em caminhos rochosos. Aqui e ali vejo umas quantas amareladas, secas já, de tão grande deserto. E aquilo que resta saber é se no fim da caminhada, na verdadeira Festa, irei rever de vez flores renascidas, ou se terão mesmo de morrer para dar fruto.

Mas se morrerem, será por Ti…

Fevereiro 14, 2008 at 11:03 pm 5 comentários

“Quarenta dias…”

É um Tempo de Graça. É um Tempo onde se procura centrar o coração. Um Tempo de opção pelo essencial e pelo mais profundo. Tempo de purificação e de verdade, nas vidas obscurecidas por devaneios existenciais e escolhas alienantes…

Uma longa estrada se abre diante de nós; um caminho interior que urge percorrer sem nos determos nos «arranjos florais» com que tantas vezes nos deleitamos e convencemos serem de Deus…

Quarenta dias de dom, de graça, de vida, de Palavra, de Encontro, a fim de nos encontrarmos connosco próprios, com os outros e com o próprio Senhor; quarenta dias onde perdemos medos e inércias de procurar o «deserto» para que Deus tenha «espaço», tenha «tempo» e «oportunidade» de nos relembrar o essencial e o fecundo da nossa vida; quarenta dias para ganhar esta consciência de que somos discípulos, de que somos Igreja, somos Povo a caminho de uma terra prometida que não está aqui nem ali mas se encontra e experimenta na medida de uma fidelidade e de uma comunhão com o Evangelho que dizemos ser de salvação…

Tentados, somo-lo todos os dias! Chamados à superficialidade e à rotina da fé, também! A questão coloca-se na nossa resposta! A verdade encontra-se na nossa comunhão com Deus que nos ensina a capacidade de uma resposta fiel e definitiva à Sua Graça, sem subterfúgios, sem adiamentos nem atenuantes!

Jejum, abstinência, penitência, esmola, oração, conversão, são palavras que correm o risco de não passarem disso mesmo se não nos atrevermos a ser «grandes», «fortes», «ousados» e «firmes»!

A santidade, a perfeição, a que somos desafiados é de «agora», no «já» das nossas opções e das nossas escolhas, do nosso agir e do nosso pensar… Os quarenta dias são tesouro precioso que não podemos deixar por «mãos alheias» pois que essas poderão moldar-nos à nossa própria imagem e semelhança, de acordo com os nossos gostos e vontades pessoais; importa que seja o Mestre a moldar o «barro» tantas vezes duro de que não queremos prescindir… Quarenta dias para aprendermos a ser de Deus, a amá-l’O sobre todas as coisas…

de Pe. António

Nota: Recebi este texto por um bom amigo, no início de conversa no msn. E é engraçado que até na net encontramos por vezes um “ponto de partida” para o início de uma caminhada…

Fevereiro 9, 2008 at 8:48 pm 1 comentário

Epa…

Oh diacho…
…cum catano!

Fevereiro 5, 2008 at 1:56 pm Deixe um comentário


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