Archive for Julho, 2008

Semear no silêncio.

Perto dO que mais grita ao meu ouvido e não oiço nada do que me diz. Sem saber porquê, como, em que forma… vejo as palavras surgirem à minha vida como de um filme num guião ao qual não tenho acesso. Acredito no que faz ferver o coração. Ergo a cabeça. Tento caminhar… mas e a alma?

Aconchega-me. Sinto o quente de uma coberta que enxugou lágrimas vertidas… e dentre pequenos papeis “DeColores”, espero respostas que componham o filme da minha vida para o meu futuro, quase que como uma antestreia que nunca, talvez, acontece.

Sabes, acontece aquilo que nos faz mover. Respiramos da vida pequenas gotas que nos fazem crescer. E espanta-me o silêncio de um Cristo que nada nos explica sobre o sofrer mas nos deixa guias para o encarar. Interessante como não ouvimos. Vemos apenas passar-nos à frente aquilo que somos. E o que somos? Pequenos? Não. Grandes. Grandes pedaços de nada: uma massa feita de homem, desgastada com o tempo. Preocupamo-nos com tanto que não tem sentido… Mas e a alma?

É a alma que me corroí o corpo. Esta vontade de saír fora e possuír o agir. Fazê-lo no bem, no sentir, no viver ousado. É este poço de sentimentos que contraem o coração, umas vezes depressa, outras deliciosamente devagar. Esta magia que é vida na Vida. E lá está, só é bem vivida quando de dentro de mim para ti. De dentro para fora…

Custa que seja no silêncio que me peçam para sair. Que o meu caminho passe por um desvio, que mais tarde me trará de retorno ao caminho principal. É imperceptível ao corpo, que moído pelo vazio, continue o sonho palpitante de abraçar quem espera também. Imperceptível, quando o que ao meu falta é de um abraço que me envolva, conhecido e cúmplice. Seja de quem seja. Mas que seja em quem tiver o brilho do meu olhar reflectido também.

É que tratar o corpo, basta o sorriso da boca. Já a alma… o semeado quando mais cúmplices fomos. Porque então o somos. Mesmo que distantes. Com barreiras, lágrimas, dor. Com saudade… do estar, mas sentido.

Quando não souber, saberás tu que semeio no desprovido de sentido. É que respostas não as oiço. Nem tão pouco encontro uma cara feliz de frente ao espelho. Apenas o profundo e bem escondido sentimento  que arde e que a minha alma vai colhendo: o seres feliz.

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Julho 17, 2008 at 6:07 pm 2 comentários

Sempre para Sempre

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor da pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue, bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca, nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada, mas nada
Te faz contente, me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca, talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre , para sempre
Para sempre

Sempre para Sempre, Donna Maria

Julho 14, 2008 at 10:48 am Deixe um comentário


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