Archive for Novembro, 2008

Solitáte.

É dificil de explicar, dificil traduzir, mas fácil de sentir isto da saudade. Talvez até seja aquilo que nem eu nem tu pensamos ser…

É estranho este sentimento com caracteristícas de vapor suave, que evapora no toque e se vislumbra na distância. Dizem que a sentir nos entristece. E é, mas… porquê? Porque nos traz recordações das boas coisas que outrora vivemos? Dos simples risos, choros, abraços e beijos que nos tocaram pela serenidade daqueles que nos a trouxeram? Porque nos soube bem…

Se é assim, então que eu sinta saudade. Que a sinta hoje pela tua não presença, que te saiba longe e que esta minha vontade se revolte por não te abraçar! Que me custe e me doa, que me amarre às lágrimas se necessário. E que esse pesado vácuo seja tão carregado, que me caía em cima como que uma bola arremaçada na minha direcção, e me rasgue de dor até sentir-me partido em sete.

Pois quanto maior a saudade por ti, mais perto da perfeição estaremos. Maior o bem que me fizestes e aquele que o futuro nos trará. Maior a leveza quando a tua presença sentir, e perceber que o que custa vale a pena.

Chama-me louco. Matar essa saudade será então perfeito.

Novembro 23, 2008 at 2:27 am 3 comentários

Fíeis.

Festeja-se hoje mais um dia especial dentro da Igreja. Chamam-lhe os populares como o “dia de fíeis defuntos”. Dia daqueles que já partiram para uma outra jornada, além da que é possível aos nossos olhos enxergar. Diz-se então que é a festa dos que morrendo, continuam a sua caminhada até Deus.

Pergunto-me, recorrendo a esta definição, se em algumas comunidades não se festeja já o “falecer” das gentes que abatidas do rotineiro descentrado do que vale mais, desmoronam, se abatem, cansam-se e perdem a garra delas inerentes. Questiono-me até se a ideia de alguns não será mesmo a de cansar, quiçá desgastar até ao tutano o mais radical.

Chego a respostas no mais intímo de mim. Oiço nas paredes do meu ser ecoarem respostas tão absurdas como as ideias de quem assim pensa. Creio até que nas comunidades do nosso dia a dia, as “comunidadezinhas”, que vivem de palas ao lado cortando-lhes muito do horizonte, que se apaixonam pelo único úmbigo que almeijam e se deixam consumir pelo consumido e tão sem chama, ver morrer será a única novidade nas suas vidas: esperou, esperou… mas chegou.

Fíeis defuntos. Que se segue ao dia de Todos-os-Santos, e que, como Santos da Igreja, mostram aos que nela obram por cá, que os que já lá vão, para a santidade já mais perto caminham – na ponte que liga à outra margem já lá estão. Confuso? Talvez.

Faz caminho. Umas vezes correndo, outras caminhando ou mesmo coxiando. Mas o importante é seguir caminho… fíeis que na direcção certa.

Novembro 2, 2008 at 9:28 pm 1 comentário


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